Dados da economia brasileira e internacional na semana de 3/8 a 7/8 Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

 Dados da economia brasileira e internacional na semana de 3/8 a 7/8


Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

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7 de agosto de 2026

Síntese da semana:


Na última quarta-feira, 5 de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano. O Comitê avaliou que o ambiente externo permanece incerto, diante da indefinição sobre os conflitos no Oriente Médio e da política monetária em algumas economias avançadas. No cenário doméstico, apontou moderação gradual da atividade, ainda que em patamar resiliente, mercado de trabalho aquecido e inflação em desaceleração, embora acima do limite superior da meta. Diante desse quadro, o Copom reafirmou serenidade e cautela na condução da política monetária e indicou que seguirá acompanhando o cenário de modo a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. No campo da atividade industrial, a produção recuou 1,8% em junho, dados com ajuste sazonal, segundo mês seguido de retração. A queda atingiu tanto a indústria de transformação (-1,8%) quanto a extrativa (-0,6%). No acumulado do ano, a indústria ainda cresce 1,5%, mas o ritmo perdeu força ao longo do primeiro semestre, com a indústria geral avançando 0,3% no segundo trimestre, ante 1,4% no primeiro, sustentada pela extrativa, uma vez que a transformação recuou 0,1% na mesma base. O quadro evidencia um crescimento concentrado na extração, ao passo que a indústria de transformação segue travada pela taxa de juros elevada, que restringe crédito, investimento e consumo de bens duráveis, além das pressões de custos, da maior concorrência dos importados e das novas tarifas americanas sobre os segmentos de maior valor agregado. Com base nesse cenário, a Fiesp mantém a projeção de alta de 1,4% para a indústria geral em 2026, resultado concentrado na extrativa, com expansão estimada de 6,9%, enquanto a indústria de transformação deve encerrar o ano em estabilidade.


Dados da Economia Brasileira na semana: 3/8 a 7/8


Expectativas do mercado (Relatório Focus/Banco Central): a mediana das expectativas do mercado, divulgada pelo relatório Focus do Banco Central referente a 31 de julho, indica que o IPCA de 2026 deverá encerrar em 5,03%. Em relação ao PIB, a expectativa de crescimento permaneceu em 1,99%. No que se refere à taxa de câmbio, a expectativa do mercado é de R$/US$ 5,20 ao final do ano. Por fim, a mediana das perspectivas quanto à taxa Selic foi reduzida para 13,75% a.a.

Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE): a produção industrial diminuiu 1,8% no mês de junho na comparação com maio, nos dados com ajuste sazonal. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado (-0,8%) e da projeção da Fiesp (-1,4%). A indústria de transformação recuou 1,8% e a indústria extrativa caiu 0,6% no período. Na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês de 2025, a produção industrial apresentou alta de 1,7%. No acumulado em 12 meses, houve aumento de 0,7%. Nessa métrica, a indústria de transformação apresentou redução de 0,5%. A produção da indústria extrativa, por sua vez, registrou alta de 6,9% em 12 meses. Na comparação entre o segundo trimestre e o primeiro trimestre de 2026, a produção da indústria geral subiu 0,3%. Nessa mesma métrica, a indústria de transformação registrou leve redução de 0,1%, enquanto a indústria extrativa apresentou alta de 1,9%.

Expedição de papel ondulado (Empapel): a expedição de papel ondulado do mês de junho registrou redução de 0,3% na comparação com o mês anterior, nos dados com ajuste sazonal. Em comparação com o mesmo mês de 2025, a expedição de papel ondulado registrou avanço de 5,1%. No acumulado em 12 meses, o indicador apresenta aumento de 1,6%.

PMI Indústria do Brasil (S&P Global): o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Indústria do Brasil diminuiu 3,3 pontos no mês de julho ao fechar em 47,5 pontos, ante o dado de 50,8 pontos em junho. Com esse resultado, o PMI Indústria do país passa a sinalizar retração após um único mês de expansão. Resultados acima de 50,0 pontos indicam crescimento da indústria no mês e abaixo, redução.

Vendas de veículos (Fenabrave): as vendas de veículos automotores nacionais e importados (exceto máquinas agrícolas e implementos rodoviários) caíram 0,5% no mês de julho frente ao mês anterior, nos dados sem influências sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2025, as vendas apresentaram aumento de 9,7%. Já no acumulado em 12 meses, registra-se alta de 12,7%.

Taxa Selic (Copom/Banco Central): o Copom, em decisão divulgada na última quarta-feira (05/08), decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para o patamar de 14,00% ao ano. A decisão veio em linha com a expectativa do mercado. O Comitê destacou que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Quanto ao cenário doméstico, a autoridade monetária apontou que os indicadores divulgados desde a reunião anterior sugerem uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, e um mercado de trabalho aquecido. O Copom observou que a inflação desacelerou, porém ainda se situa acima do limite superior da meta. Nessas circunstâncias, o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros, julgando, ao mesmo tempo, que o cenário atual demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê afirmou que seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.

PMI Composto e PMI Serviços do Brasil (S&P Global): o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Composto para o Brasil encerrou o mês de julho em 48,8 pontos, registrando queda de 1,9 ponto na comparação com o mês anterior (50,7 pontos em junho). Com esse resultado, o indicador passa a sinalizar retração da atividade após um único mês de expansão. Com recuo de 1,6 ponto em relação a junho (51,3 pontos), o PMI Serviços passa a sinalizar retração do setor após oito meses consecutivos de expansão, ao fechar julho em 49,7 pontos. Resultados acima de 50,0 pontos representam expansão da atividade e abaixo, redução.

Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (Ibre/FGV): o IGP-DI registrou deflação de 0,86% no mês de julho, após queda de 0,79% no mês anterior. Esse resultado veio acima da expectativa do mercado (-0,97%). No mês, o IPA-DI registrou redução de 1,31%. O IPC-DI, por sua vez, teve redução de 0,08% em julho. Por fim, o INCC-DI avançou 0,61%. No acumulado em 12 meses, o IGP-DI registra aumento de 2,77%. Dentre os componentes do indicador, o IPA-DI apresenta alta de 1,90%, o IPC-DI, de 3,86% e o INCC-DI, de 6,44%.

Balança Comercial Mensal (Secex): o saldo médio diário da balança comercial foi de 304,2 milhões em julho de 2025 para US$ 307,3 milhões em média diária em julho de 2026. O saldo acumulado em julho de 2026 é de US$ 7,1 bilhões. No ano, a balança comercial registra superávit de US$ 49,0 bilhões (de janeiro a julho de 2026).


Dados da Economia Internacional na semana: 3/8 a 7/8


PMI Indústria da Zona do Euro (S&P Global): o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Indústria da Zona do Euro aumentou 0,5 ponto no mês de julho ao fechar em 51,9 pontos, depois de registrar 51,4 pontos em junho. Com esse resultado, o indicador sinaliza expansão na atividade industrial pelo sexto mês consecutivo. Resultados acima de 50,0 pontos indicam crescimento da indústria no mês e abaixo, redução.

PMI Indústria da Alemanha (S&P Global): o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Indústria da Alemanha avançou 1,9 ponto em julho ao fechar em 52,2 pontos, ante o dado de 50,3 pontos em junho. Com esse resultado, o indicador sinaliza expansão na atividade industrial pelo sexto mês consecutivo. Resultados acima de 50,0 pontos indicam crescimento da indústria no mês e abaixo, redução.

PMI Indústria dos Estados Unidos (S&P Global): o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Indústria dos Estados Unidos registrou estabilidade no mês de julho ao fechar em 53,9 pontos. Com esse resultado, o PMI Indústria do país continua indicando expansão pelo décimo segundo mês consecutivo. Resultados acima de 50,0 pontos indicam crescimento da indústria no mês e abaixo, redução.

PMI Composto e PMI Serviços da Zona do Euro (S&P Global): o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Composto da Zona do Euro encerrou o mês de julho em 52,0 pontos, o que representa um aumento de 2,0 pontos na comparação com o mês de junho (50,0 pontos). Com esse resultado, o indicador passa a sinalizar avanço da atividade econômica. O PMI Serviços, por sua vez, avançou 2,3 pontos na Zona do Euro ao atingir 51,7 pontos em julho, frente a 49,4 pontos em junho. Com esse resultado, o indicador sinaliza expansão do setor após três meses de retração. Dados acima de 50,0 pontos representam crescimento da atividade e abaixo, redução.

PMI Composto e PMI Serviços da Alemanha (S&P Global): o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Composto da Alemanha encerrou o mês de julho em 51,3 pontos, o que representa um aumento de 1,8 ponto na comparação com o mês de junho (49,5 pontos). Com esse resultado, o indicador passa a sinalizar expansão da atividade após três meses de retração. O PMI Serviços atingiu 49,8 pontos em julho, aumento de 1,2 ponto em relação ao mês de junho (48,6 pontos). Mesmo com esse aumento, o indicador sinaliza retração do setor pelo quarto mês consecutivo. Dados acima de 50,0 pontos representam crescimento da atividade e abaixo, redução.

PMI Composto e PMI Serviços dos Estados Unidos (S&P Global): o PMI (Índice de Gerentes de Compras) Composto para os Estados Unidos encerrou o mês de julho em 54,5 pontos, o que representa uma alta de 2,6 pontos na comparação com o mês anterior (51,9 pontos em junho). Com esse resultado, o indicador continua sinalizando expansão da atividade econômica. O PMI Serviços registrou 54,6 pontos em julho, o que representa uma alta de 3,4 pontos em relação ao mês de junho (51,2 pontos). Com esse aumento, o PMI Serviços sinaliza expansão do setor pelo quarto mês consecutivo. Resultados abaixo de 50,0 pontos indicam retração da atividade e acima, expansão.


Agenda Econômica para a próxima semana: 10/8 a 14/8


10/8/2026 (Segunda-feira):


Banco Central divulga o Relatório Focus.

Secex divulga a Balança Comercial Semanal.

ABCR divulga o Fluxo de Veículos nas Rodovias com Pedágio.


11/8/2026 (Terça-feira):


FGV divulga a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional.


12/8/2026 (Quarta-feira):


IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).


13/8/2026 (Quinta-feira):


IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).

CNI divulga o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).

Eurostat divulga a Produção Industrial da União Europeia e da Zona do Euro.


14/8/2026 (Sexta-feira):


IBGE divulga a PNAD Contínua (Taxa de Desemprego).


Macro Visão é uma publicação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP).




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