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ECONOMIA - Qual é o plano econômico da China para 2022? Uma interpretação da principal reunião econômica da China

 Qual é o plano econômico da China para 2022? Uma interpretação da principal reunião econômica da China

Han Wenxiu
Han Wenxiu (韩文秀) é vice-diretor do Escritório da Comissão Central de Assuntos Econômicos e Financeiros.
Ning Jizhe
Ning Jizhe (宁吉喆) é diretor do Escritório Nacional de Estatísticas da China.

De 8 a 10 de dezembro, a China levou a cabo a edição anual da Conferência Central de Trabalho Econômico, a qual definiu o rumo do desenvolvimento econômico do país para 2022. Durante a conferência, os principais líderes do gigante asiático alertaram sobre a pressão econômica descendente na China e enfatizaram a importância da "estabilidade" (稳 wěn) para o próximo ano. Han Wenxiu e Ning Jizhe explicam que a economia chinesa está experimentando uma tripla pressão, a saber, retração da demanda, choques de oferta e enfraquecimento das expectativas. Dessa forma, durante o próximo ano, a China dará prioridade à estabilidade econômica – mencionada 25 vezes na declaração oficial – e exortará todas as regiões e agências a assumirem a responsabilidade de manter esta tarefa econômica e missão política. Ao invés da política de moderação fiscal implementada no primeiro semestre de 2021, a China implementará uma política fiscal proativa e uma política monetária prudente, concentrando-se no apoio a micro, pequenas e médias empresas a fim de garantir emprego, e ajudar a avançar o investimento em infraestrutura, bem como mitigar riscos no mercado imobiliário. A declaração oficial enfatiza que, na nova etapa do desenvolvimento econômico, a China precisa lidar com cinco grandes desafios, tanto em nível teórico quanto prático. Tais temas correspondem à prosperidade comum, regulamentação de capital, fornecimento seguro de produtos primários, prevenção de grandes riscos e neutralidade de carbono. Os autores citam o exemplo do aumento dos preços das commodities este ano para explicar por que a China deveria dar maior ênfase à segurança das cadeias de abastecimento. Caso contrário, a dependência da China dos mercados internacionais de commodities como petróleo, minério de ferro e soja – mais de 70% – poderia se transformar em um "problema de rinoceronte cinza", ou seja, uma ameaça altamente provável, mas ignorada.


Créditos Vozes da China

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