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ECONOMIA - Dívida bruta do setor público brasileiro alcança recorde de 89,3% do PIB em 2020

ECONOMIA - Dívida bruta do setor público brasileiro alcança recorde de 89,3% do PIB em 2020


Rio de Janeiro, 30 jan (Xinhua) -- A dívida bruta do setor público brasileiro cresceu 15 pontos percentuais em 2020, alcançando um patamar recorde de 89,3% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a 6,615 trilhões de reais (US$ 1,208 trilhão), informou o Banco Central nesta sexta-feira.

A dívida bruta do setor público engloba o governo federal, os estados, os municípios e as empresas estatais e costuma ser referência para as agências de classificação de risco e os investidores internacionais.

Em 2019, a dívida bruta do setor público brasileiro era de 74,3% do PIB.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, o patamar de 89,3% do PIB para a dívida bruta, em dezembro do ano passado, é o maior de toda a série histórica da instituição, iniciada em 2006.

O forte aumento da dívida pública no ano passado foi causado pelos gastos públicos para o enfrentamento da crise econômica e de saúde gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Segundo informações do Tesouro Nacional, os gastos extraordinários para combater a pandemia da COVID-19 somaram 524 bilhões de reais (US$ 95,69 bilhões) no ano passado.

Os principais gastos foram com o pagamento do auxílio emergencial concedido a trabalhadores informais -321,8 bilhões de reais (US$ 58,766 bilhões); o auxílio emergencial aos estados e com o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Devido ao aumento da dívida pública, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou esta semana que o espaço para novas medidas de combate ao coronavírus, como a extensão do auxílio emergencial é "extremamente reduzido".

Segundo Funchal, a dívida brasileira está bem acima da de outros países emergentes mesmo após os gastos que eles fizeram para combater a pandemia do novo coronavírus, citando o Chile, cuja dívida está em cerca de 40% do PIB, e México e Colômbia, que têm dívida em cerca de 60% do PIB. 


Créditos Xinhua


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